sexta-feira, 22 de maio de 2009

A CRISE

Que crise, crise para ter o socorro do dinheiro público, crise de grandes empresas dirigidas por magnatas, banqueiros e políticos poderosos?
Durante meus 40 anos de conhecimento e experiência em negócios e crise, nunca vi uma crise igual a essa, pois começou com os bancos de créditos imobiliários nos Estados Unidos. Bancos e empresas quebraram, outros pediram concordata e alguns conseguiram ajuda financeira dos governos de vários países não tem sentido após três meses de crise a GM entra em crise, ora ou ela já estava quebrada ou aproveitou a moda pra pegar dinheiro dos governos e este negócio de empresa entrar em dificuldade e ser socorrida pelo Governo e ficar a mesma diretoria é golpe ou fraude dupla; porque parece que está recebendo um prêmio por sua incompetência ou pelas falcatruas que cometeram. É dupla porque os tecnocratas e políticos desses governos participam desse jogo obscuro.
Empresas e bancos quebraram, o governo pode socorrer desde que afaste a diretoria que estava à frente durante o problema, e nomeia-se um interventor para fazer um levantamento dos motivos do problema. Dessa forma, o governo entra com a ajuda financeira necessária para que os empregos não sejam perdidos e os credores a ver que a crise está sanada coloca a empresa à venda, fora desse prisma é tudo fraude e ai começa o efeito dominó: deu dinheiro para o João, Pedro quer também e assim vai sendo distribuído o dinheiro público.
Portanto, não vi e nem vejo essa crise que alardearam, porque não existe guerra entre grandes nações, nem uma catástrofe terrestre ou climática e falta de alimentos. O que existe é uma crise setorial, mas desde que a economia no mundo começou, tem crise de setor, isso começou desde os fenícios e depois com os egípcios com sete anos de seca, e assim teve a crise da tomada do canal de Sues pelos turcos otomanos, aí tivemos a crise das especiarias, dos produtos da Índia, no século passado no Brasil nos anos 50 teve a crise da importação do trigo, tivemos a crise do agronegócio em meados dos anos 60 e outras tantas menores. Nos anos 70 o que foi a crise dos preços do petróleo, mas sempre tem setor em crise outros de “vento em poupa”. A pequena empresa e os pobres vivem sempre em crise e o governo de nenhuma forma socorre, pelo contrário, cobra impostos na fonte e tira do SIMPLES, fornecedores e bancos, suspende o crédito e ainda chama o pobre ou o pequeno empresário de caloteiro, os governos através do fisco não tem pena nem dó, mercadoria só passa se pagar os altos impostos antecipados e não vejo nenhum governo preocupado com a crise que os setores mais pobres da economia enfrentam. Lula e Serra deram dinheiro primeiro para a indústria automobilística, agora setor eletrodoméstico e materiais de construção deu dinheiro e isenção fiscal só a grandes grupos, mas para os pequenas empresas e os pobres nada porque eles sabem que estes desdesua gestação vivem em crise .
Portanto, a todos que lerem este artigo, essa crise não é nossa, nós sempre existimos com crise.

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